Riotur
Rio a pé
500 placas para explorar o Rio a pé
Visão geral
Copa das Confederações, Copa do Mundo, a visita do Papa e os primeiros Jogos Olímpicos da América do Sul deixaram claro que o Rio precisava de um sistema de orientação para quem anda a pé. O Ministério do Turismo e a Prefeitura, com a Riotur, chamaram um consórcio liderado pela ICON, com planejamento e design do Applied Wayfinding, de Londres. Foram 500 placas em 75 km² da cidade, instaladas antes dos Jogos de 2016. Na equipe de design e wayfinding, ficamos com a arte-finalização de todas as peças, o refinamento dos mapas detalhados e o layout do mapa simplificado.
O processo
5 clusters
Peças por cluster, na ordem da rota
- Maracanã87 peças
- Centro141 peças
- Botafogo107 peças
- Zona Sul127 peças
- Barra da Tijuca38 peças
Diagnóstico e clusters
O diagnóstico levantou potencialidades, fraquezas e oportunidades da cidade para pedestres. Chegar a pé ao Cristo ou ao Pão de Açúcar era um mistério, e os bairros não convidavam a ir de um para o outro. A rota foi dividida em 5 clusters.
500 peças
Em 4 modelos definidos pelo edital
- Peça 185 peças
- Peça 2267 peças
- Peça 391 peças
- Peça 457 peças
4 modelos de peça
As 500 peças seguem 4 modelos definidos pelo edital, cada um com uma função. Os números de 1 a 4 se repetem na família de peças, logo abaixo.

Família de peças
Quatro peças na escala de quem anda pela calçada. Os números na imagem marcam cada uma.
Peça 1: as setas de direção no alto e, na base, um mapa macro e micro dos arredores, para a pessoa se localizar e ver regiões além da rota.
Peça 2: só direção. Setas para quatro lados, com o destino e os minutos de caminhada até ele.
Peça 3: fica nas atrações turísticas. Tem um mapa detalhado num raio de 30 minutos, com a lista do que há em cada setor, e, no alto e no verso, a história do lugar. Na Praça do Lido, conta o que é a praça e o que aconteceu ali.
Peça 4: a peça de rota. No topo, os minutos até a próxima atração; na lateral, a rota inteira; no painel, o mapa da cidade, o dos arredores e as setas de direção.

Rota da Cidade
A peça 4 marca a Rota da Cidade, um caminho a pé pensado para ligar os pontos mais visitados do Rio. Ela sai do Mirante do Leblon, segue pela orla até o Arpoador e Copacabana, passa pelo Túnel Novo até Botafogo e continua pelo Flamengo, Largo do Machado, Glória, Lapa e Cinelândia até o Maracanã, passando pelo Sambódromo.
Três rotas menores usam variações da peça 4: Barra a pé, na orla da Barra; Lagoa a pé, em volta da Lagoa Rodrigo de Freitas; e Flamengo a pé, no Aterro do Flamengo. Lagoa e Flamengo se ligam à Rota da Cidade nos mapas. A Barra ficou à parte, porque ainda não havia metrô até lá e o foco era a Zona Sul, Botafogo, o Centro e o Maracanã.

Dois nortes
Os mapas têm o norte geográfico e um segundo norte, o Cristo Redentor. De qualquer ponto da rota, o mapa mostra para que lado fica o Cristo em relação a quem está lendo, como indicam as setas.
Os mapas detalhados partiram da base de mapas da cidade, que estava defasada: nomes e identificação foram atualizados com um plugin do Illustrator.
O mapa simplificado da peça 1 foi feito à mão, versão por versão: os minutos de caminhada na linha da rota, um raio de 30 minutos no detalhe e a cidade maior em volta.

Pontos turísticos viram ícones
Ilustrações dos principais pontos da cidade aparecem nos mapas e ganham destaque nos mapas detalhados de cada região. Os próprios pontos turísticos viraram linguagem, para que o visitante se guie com mais autonomia.

Atrações principais
Cristo, Maracanã, Jardim Botânico, praias, Sambódromo, Arcos da Lapa, Pão de Açúcar e Theatro Municipal, em português e inglês.

Ícones de serviço
Transporte, saúde, alimentação, cultura e praia, legíveis de longe e de relance.

Na rua
As placas instaladas na orla e nos bairros da rota. O piloto começou em maio de 2015, com 17 totens no Leme e em Copacabana.
Na rua, um erro de composição fica à vista de todos, e a BandNews Rio chegou a mostrar placas assim. Por isso a revisão era sempre feita com o mapa ao lado. A arte-final de todas as peças, menos o mapa simplificado, saiu de scripts em Adobe ExtendScript: a equipe só revisava e, a cada ajuste, o que era frequente, bastava rodar o script de novo.
Impacto
500 placas ligando a pé as cinco regiões turísticas do Rio, a tempo dos Jogos de 2016.
Ficha técnica
- Realização
- Ministério do Turismo, Prefeitura do Rio e Riotur
- Planejamento e design do sistema
- Applied Wayfinding, Londres
- VL design
- Valéria London
- ICON
- Waldemar Felinto
- Design e wayfinding
- Diogo Cadaval, Gabriel Scherer, Guilherme Howat, Gustavo Soares, Marco Luz, Caio Colin, Eric Aguillar, Jamesson James, João Lamar, Leandro Vilela, Viviani Carnielli
- Produção
- Fernanda Gaertner, Monica Machado